Papo Tático: Vitória 0 x 1 Cuiabá

Papo Tático: Vitória 0 x 1 Cuiabá

10/07/2019 1 Por Adson Piedade

SEM TRANSIÇÃO OFENSIVA, OBJETIVIDADE E INTENSIDADE, FICA DIFICIL.

Vitória atuou no estádio Barradão contra o Cuiabá pela nona rodada do Campeonato Brasileiro de 2019 Série B. O treinador Loss que teve 28 dias para treinamento, definiu 4-2-3-1 como plataforma de jogo para a retomada de competição.

Vitória na plataforma 4-2-3-1 com variações para 4-4-2

O Cuiabá dentro de um 4-5-1 com variações para um 4-3-3 e 4-4-2

Escolhemos o lateral esquerdo Chiquinho como o menos ruim do Vitória no jogo.

O JOGO

Loss optou por barrar Capa e Van, os laterais deram lugar a Matheus e Chiquinho. Promoveu a estreia de três jogadores, o goleiro Martín, o volante Baraka e o meia Chiquinho.

O Cuiabá veio a Salvador sabendo o que queria e como conseguir. Atuou de forma equilibrada e sem abrir de levar os 3 pontos. Aproveitando o péssimo momento que vive o Esporte Clube Vitória.

Note na captura que só aparecem 8 atletas do Vitória, faltando nessa fase do jogo que os laterais espetem mais a frente ganhando terreno e com amplitude, principalmente por atuar em casa. Espaço tinha no campo. 28 dias de treinos.

ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA

Loss conseguiu ajustar melhor a forma que os blocos de marcação se movem para subir linha e descer. Melhorando a sincronia da primeira e segunda linha, dando mais eficiência para as abordagens individuais nos encaixes de marcação.

Tanto é que o Vitória não sofreu pressão, como também riscos de chutes perigosos ou jogadas de contra ataques. Ponto positivo.

TRANSIÇÃO OFENSIVA E ERROS DE LEITURA.

Quando o Vitória retomava a bola, optava por uma subida com cadência. Os jogadores aguardavam o time ir se agrupando e subi as linhas de maneira ordenada. Mas, os atletas trocavam cadência por lentidão nas tomadas de decisão. A bola era demasiada lenta, principalmente pela atuação de Marciel, que penteava demais a pelota.

Daí o erro de leitura do treinador do Vitória. Por ter dois meias de oficio Gedoz e Ruy, esqueceu-se de solicitar a esses atletas e também a Marciel, que desse pelo menos só dois toques na bola, afim de melhorar a velocidade de transição, uma vez que o Cuiabá fazia o jogo sem riscos e tinha uma transição defensiva muito rápida.

No intervalo do jogo o Loss teve a chance de corrigir parte desses problemas, que seria retirar o Marciel e colocar no jogo mais um atleta agudo dos lados do campo fazendo o time alterar a plataforma de jogo para 4-1-4-1 uma vez que só Baraka chega mais forte da marcação.

ORGANIZAÇÃO OFENSIVA

Loss apostou na troca de posição na linha de 3 meias para o momento ofensivo do time e também nas ultrapassagens dos laterais.

Mas o fato é que foi pouco para o time conseguir finalizar à meta do adversário, como vimos, o goleiro do adversário pouco trabalhou ou fez defesas com grau de dificuldade.

Os laterais se cansavam ultrapassando e a bola não chegava. O volante Marciel que retinha demais a bola, não conseguia atuar mais adiantado e construir. Ruy brigava com a bola e Gedoz faz um jogo muito burocrático, sem ser incisivo e sem jogadas mais verticais.

Marcelo não foi orientado a procurar espaços entre linhas e com isso Anselmo fazia pivô sem resultados satisfatórios. Nas poucas chances de cruzamento, a área não era preenchida corretamente.

TRANSIÇÃO DEFENSIVA

Como frisamos acima na organização defensiva, outra melhora foi à forma que o time tenta retomar a bola, os atletas estão conseguindo trabalhar mais em grupo para pressionar em zonas médias, enquanto outro grupo de atletas retomam seus posicionamento nas linhas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O treinador optou por encerrar o jogo com dois centroavantes, erro grave de leitura de jogo, uma vez que o time não tinha jogadas de fundo de campo e nem criação pelo meio. Em 28 dias ele não notou que o time precisa ser mais agressivo nas jogas individuais principalmente pelos flancos. Não orientou jogo entre linhas e com isso a bola é apenas circulada de forma horizontal e com lentidão. Faltaram jogadas ensaiadas nas bolas paradas, tanto que Gedoz abusou de arriscar chutes de longa distancia e sem bons ângulos. Não dá para dizer que temos o pior elenco da Série B, longe disso. Mas temos com certeza o pior jogo. Principalmente na construção, criação e definição. O nosso jogo ofensivo continua péssimo. No jogo defensivo encontrei evoluções. O time tem diarreia mental quando consegue chegar ao ultimo terço do campo, os jogadores ficam mecanizados em circular bola e tentar lances de treinos técnicos, quando o certo é deixar o atleta com liberdade para utilizar jogada pessoal, soltar a mente e buscar ofensividade e intensidade para tabelar e abrir espaços para arremates. O treinador precisa buscar isso dentro de cada jogador individualmente. E como líder encontrar no elenco características que tragam um equilíbrio aos já passivos atletas que tem no elenco como Marciel, Gedoz e Ruy.

É isso aí galera!

Por: Adson Piedade / @AdsonPiedade

Foto:  Hoje sem fotos, fizemos inloco e por contas das chuvas não teve como capturar bem.