Analisando o Contratado: Claudio Tencati

Analisando o Contratado: Claudio Tencati

23/03/2019 0 Por Adson Piedade

Claudio Aparecido Tencati, Nasceu em Indianápolis no Paraná, tem 45 anos, graduado em Educação Física

CARACTERÍSTICA DO TREINADOR

O perfil de Tencati é de um técnico estrategista. Trabalha muito em cima das características de jogadores que tem a disposição e de acordo com o estudo que faz dos adversários. Utilizando para explorar nos jogos erros e limitações individuais e coletivas dos oponentes.

PLATAFORMAS DE JOGO MAIS UTILIZADAS

                                                            4-1-2-3

Famoso 4-3-3 em V

                                                         4-2-4

MODELO DE JOGO

Tencati não é um treinador doutor em táticas. Prepara bem sua equipe com conceitos baseados em sincronia de jogo, estratégias, bolas paradas e muita força mental e psicológica.

Sincronia com os blocos de jogadores, cada linha de atletas se compartam levando em consideração o movimento da outra linha.

Dentro dessas especialidades, vamos tentar aproximar no que mais ficou explicito de padrão de jogo das equipes dele.

ORGANIZAÇÃO OFENSIVA

Quando esta com a posse os times de Tencati procura estar sempre em superioridade numérica, isso quer dizer que existe uma pausa para que o time se agrupe para atacar.

Fase de construção

É observado muitas diagonais longas sem a bola dos extremos que atacam a ultima linha do adversário, rasgando no famoso facão de um lado a outro na maioria das vezes.

Momento de criação e ultimo passe

Acontece também e parece que é estimulo do treinador, que pelo menos um volante entre na área do adversário, daí a explicação para o ataque em bloco.

O estilo de passe é variado, parece que o treinador estimula por característica do jogador, quem é bom na condução arrasta a bola, quem tem bom passe curto já encontra companheiros aproximando, quando a bola está nos pés de um bom lançador, outros sem a bola procuram dar profundidade. Mas, normalmente, o espaçamento entre os jogadores no momento ofensivo, é médio a distante.

TRANSIÇÃO DEFENSIVA

Na perda da bola, e com base na organização ofensiva, as linhas do time deverão estar próximas, uma vez que os blocos de jogadores dos times dele avançam e descem em sincronia.

Zonas com muitos espaços

Logo, a reação para defender é bem eficaz mesmo sem trabalhar com boa definição de linhas. Mas, não reparamos uma definição clara se o time dele quando perde já pressiona o adversário no setor, ou recua as linhas imediatamente. Se fosse futebol de salão diria que ele começa a pressionar em meia quadra.

ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA

Observamos que mesmo com a sincronia dos blocos de marcação, não houve uma definição clara se a referência de marcação era a bola ou o jogador, ou até ambas.

O time normalmente se fecha no 4-4-2 com duas linhas não tão definidas e a compactação a nosso ver, deixou um pouco a desejar, por conta da distância entre uma linha e outra.

O adversário com chances de circular rápido e achar espaços

Seus atacantes incomoda pouco o portador da bola, não sabemos se é por estratégia do treinador.

TRANSIÇÃO OFENSIVA

Chamamos também de uma junção rápida das fases de construção, criação e ultimo passe do seu jogo, é aqui que devemos separar logo contra ataque como sendo a mesma coisa de transição.

Tencati trabalha a sincronia como frisamos, entre atletas e os blocos/linhas do time. Se a recuperação da bola é no campo de defesa do seu time, os jogadores procuram retirar a bola de forma horizontal, circulando logo para lado contrario de onde foi retomada.

Facão infiltrando. Sincronia, centroavante puxa, extremo infiltra e passe sai. Tudo ao mesmo tempo

Caso essa bola seja roubada no meio campo, evidenciamos uma cadencia com troca de passes curtos para agrupar e em seguida servir jogadores que ultrapassam ou atletas que rompem a ultima linha em diagonal ou não.

Transição Ofensiva o fator forte do jogo de Tencati

Poucos contra ataques foram presenciados nos jogos que assistimos, aquele ataque rápido que independente de qualquer coisa e local onde a bola é retomada, os atletas partem com passes verticais e ou condução rompendo linhas imediatamente mesmo em menor numero e até fazendo lançamento longos.

Não nos pareceu que esse seja o estimulo do Treinador em relação as retomadas de bolas, ele gosta de equilíbrio e time agrupado.

Sobre os lançamentos, fato talvez raro em nosso futebol nesse momento, por não termos muitos atacantes de centro velocistas como Vardy do Leicester por exemplo. Se pensarmos bem, quando estamos na organização defensiva para depois irmos a transição ofensiva, é muito provável que nossos velocistas muita das vezes extremos, estejam marcando atrás da linha da bola.

PONTOS POSITIVOS

Trabalha muito a cabeça do atleta. Sabe dançar conforme a musica em termos de elenco, se tem um volante ótimo no passe e firme na marcação com boa técnica, escala apenas esse.

PONTOS NEGATIVOS

Compactação / bola aérea defensiva em escanteio.

CURIOSIDADE

Fora de casa trabalha muito os tiros de metas longo. Não costuma arriscar.

Tiro de meta longo – Joinville vs Londrina

CONSIDERAÇÕES FINAIS

De maneira alguma queremos nessa análise esgotar todo o conhecimento a cerca do treinador Tencati. Esperamos fazer daqui uns três meses novo texto sobre o técnico a frente do Vitória, quem sabe um “Entenda o Jogo de Tencati no Vitória” As amostragens que utilizamos e também com base em varias entrevistas do treinador, deixou para nós o entendimento que ele jamais foi retranqueiro e ou jogou por uma bola. Em várias partidas, por exemplo, atuou com um volante apenas e esse muito técnico, o Germano. Igualmente falamos sobre seus blocos de marcação, 90% dos jogos trabalhando no segundo terço do campo, ou seja, bloco médio. Quem joga por uma bola não terá o melhor ataque de competição alguma. Tencati é de fato mais estratégico que de intervenções táticas, ele sabe lê falhas e deficiências individuais e coletivas no adversário, qualidade de “olheiro”, e com isso passa o melhor posicionamento ou ideia para seus comandos explorar. Consegui escuta suas ponderações aos jogadores numa partida que houve tempo técnico, onde ele demonstra movimentações do adversário e defeitos. Agora é acompanhar sua passagem no Vitória. Desejamos sorte ao treinador

É isso aí galera!

Por: Adson Piedade / @AdsonPiedade

Foto:  Edição nossa e ecvitoria

 

TRAJETÓRIA ESPORTIVA NO PROFISSIONAL

Começou treinando as categorias de base do Cianorte Futebol Clube, em 1995. No entanto, em 1999, subiu para o time profissional para ser preparador físico até 2002, quando se tornou auxiliar técnico, permanecendo no posto até 2005. Assumiu interinamente o time em algumas ocasiões e ganhou uma chance de se efetivar no início de 2006. Pelo Leão do Vale, conquistou o Campeonato do Interior Paranaense de 2004 e o Campeonato do Interior Paranaense de Juniores de 2005. Foi eleito em 2007, técnico revelação do Paranaense pela Série Ouro do Futebol. Além disso, esteve presente naquele jogo histórico entre Cianorte 3 x 0 Corinthians, pela Copa do Brasil, no dia 9 de março de 2005. Em 2009, deixou o Cianorte-PR e acertou com o Paranavaí-PR. Após um ano, em 2010, rumou para o Iraty-PR, mas para comandar o time de juniores. O resultado foi um trabalho irredutível, na qual se sagrou campeão do estadual e da Copa Tribuna, ambos naquele ano. Com a alta credibilidade e em evidência, chamou a atenção do Londrina, que o contratou no dia 21 de abril de 2011. Deste casamento, os frutos colhidos foram os mais saborosos. Além de cumprir o prometido, Tencati entrou para a história do clube, na qual realizou grandes feitos. Foi campeão Paranaense da Série B em 2011, campeão do Interior Paranaense em 2013 sendo eleito o melhor técnico, deu início a arrancada do Londrina em seguidos acessos, na qual subiu da Série D à Série B de 2013 a 2015, campeão Paranaense em 2014 (quarto título estadual do Londrina na Série A), campeão do Interior Paranaense em 2015 e 2016 e campeão da Primeira Liga em 2017, ao derrotar na final o Atlético-MG por 4 a 2 nos pênaltis. E após seis anos e sete meses, ele deixou o comando do Londrina, no dia 22 de novembro de 2017. E no dia 31 de janeiro de 2018, Tencati assumiu o comando do Atlético-GO, quando substituiu João Paulo Sanches. Fonte: Terceiro Tempo – Bol “que fim levou”